Iniciativa da Diretoria de Atenção Primária à Saúde busca ampliar a discussão sobre acesso, acolhimento e qualidade da assistência às pessoas LGBTQIAPN e negra
A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realizará nesta sexta-feira (25/9) o seminário “Entre Invisibilidades e Direitos: caminhos para a equidade no SUS”, uma iniciativa voltada ao fortalecimento das políticas de equidade em saúde no município. O evento, que acontece no Espaço Vitôria Cândida, localizado na rua Galdino Ferreira da Silva, 30, Bairro Bom Pastor , sob responsabilidade da Diretoria de Atenção Primária à Saúde, tem como proposta ampliar o debate sobre o acesso, o acolhimento e a qualidade de assistência oferecida às pessoas LGBTQIAPN+ e negras no Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa parte do reconhecimento de que a invisibilidade de identidades, vivências e necessidades específicas dessas populações pode impactar o cuidado em saúde, contribuindo para barreiras de acesso, discriminação institucional, vulnerabilidades sociais e desigualdades nos indicadores de saúde.
O seminário busca promover uma reflexão crítica sobre as práticas desenvolvidas nos serviços de saúde, considerando as dimensões da invisibilidade, identidade e atendimento. A proposta é estimular a discussão sobre as formas de acolhimento e assistência oferecidas pelo SUS e contribuir para a qualificação das práticas dos profissionais.
A equidade é um dos princípios que orientam o SUS e considera a necessidade de reconhecer diferentes condições e necessidades da população para que o acesso à saúde aconteça de maneira adequada. Nesse contexto, discutir as experiências e demandas específicas de diferentes grupos contribui para o aprimoramento das políticas e dos serviços de saúde.
A realização do seminário integra uma proposta de fortalecimento das políticas de equidade em saúde no município. A iniciativa pretende fomentar ações alinhadas aos princípios da universalidade, integralidade e equidade do SUS, ampliando o olhar sobre as diferentes realidades vivenciadas pela população.
Ao colocar em debate situações de invisibilidade e as barreiras enfrentadas no acesso aos serviços, a atividade também busca contribuir para a construção de práticas de saúde que considerem as especificidades dos usuários e promovam um atendimento pautado pelo respeito e pelo acolhimento.