Resultado do segundo levantamento de 2026 reforça que combate ao mosquito depende da participação da população e dos cuidados semanais dentro de casa
A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), divulgou nesta quarta-feira (10/6), durante a 3ª Reunião do Comitê Gestor Municipal de Políticas de Enfrentamento das Arboviroses 2026, o resultado do segundo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) realizado neste ano. O estudo apontou Índice de Infestação Predial de 2,5%, classificando o município em situação de médio risco para ocorrência de epidemias de dengue, zika e chikungunya.
Apesar da redução em relação ao primeiro levantamento do ano, os dados demonstram que os focos do mosquito continuam concentrados nos mesmos ambientes, principalmente dentro das residências, o que reforça a necessidade da participação permanente da população nas ações de prevenção.
O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 22 de maio, abrangendo 169 bairros e 5.470 imóveis vistoriados em todas as regiões da cidade. Ao todo, foram identificados 138 imóveis com focos do mosquito Aedes aegypti. Desse total, 93% estavam localizados em residências e apenas 7% em lotes vagos, evidenciando que o principal desafio continua sendo a eliminação de criadouros nos ambientes domiciliares.
O resultado confirma uma realidade já observada nos levantamentos anteriores: a maior parte dos focos continua sendo encontrada em recipientes que fazem parte da rotina das famílias. Entre os principais criadouros identificados estão bebedouros de animais, pratos e vasos de plantas, responsáveis por 50,9% dos focos encontrados. Também foram registrados focos em recipientes descartáveis, como garrafas, latas, pneus e materiais plásticos, além de ralos, caixas de passagem, caixas d'água, tambores e outros reservatórios que acumulam água.
A análise por regiões mostrou que todas as áreas do município permanecem em situação de médio risco. A região Nordeste apresentou o maior índice de infestação, com 3,3%, seguida pelas regiões Oeste, com 2,9%, e Norte, com 2,6%. As regiões Sudoeste, Central e Sudeste registraram índices de 2,2%, 2,2% e 1,9%, respectivamente.
Durante a apresentação dos dados ao Comitê Gestor, a Vigilância em Saúde Ambiental destacou que a redução observada em comparação ao primeiro LIRAa demonstra a importância das ações de controle desenvolvidas pelo município, mas alerta que o cenário ainda exige atenção. O índice permanece acima do limite considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde, que estabelece como baixo risco os municípios com infestação inferior a 1%.
A Semusa reforça que o enfrentamento às arboviroses depende da união entre poder público e população. Dedicar apenas alguns minutos por semana para verificar quintais, eliminar recipientes que possam acumular água, limpar ralos, manter caixas d'água fechadas e cuidar adequadamente de vasos de plantas continua sendo a forma mais eficaz de impedir a proliferação do mosquito.
Mesmo com a chegada do período mais frio do ano e a redução natural da circulação do mosquito, a Prefeitura alerta que o Aedes aegypti continua presente no município e pode encontrar condições favoráveis para reprodução em qualquer época. Por isso, a manutenção dos cuidados deve ser permanente, evitando que os índices voltem a crescer nos próximos levantamentos e contribuindo para a proteção da saúde de toda a população.