Ir para o conteúdo

Prefeitura de Divinópolis e os cookies: nosso site usa cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Ao continuar você concorda com a nossa Política de Cookies e Privacidade.
ACEITAR
PERSONALIZAR
Política de Cookies e Privacidade
Personalize as suas preferências de cookies.

Clique aqui e consulte nossas políticas.
Cookies necessários
Cookies de estatísticas
SALVAR
Prefeitura de Divinópolis
Acompanhe-nos:
Rede Social Facebook
Rede Social Instagram
Rede Social Youtube
Notícias
JAN
14
14 JAN 2026
SAÚDE
Prefeitura alerta população sobre período propenso ao aparecimento de animais peçonhentos
receba notícias
Calor e chuvas intensas favorecem a incidência desses animais em áreas urbanas e residenciais
A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), alerta a população sobre o aumento da incidência de animais peçonhentos durante o período chuvoso. A combinação entre chuvas frequentes e calor intenso favorece a reprodução de escorpiões, aranhas e serpentes, além de aumentar a atividade desses animais e provocar o alagamento de seus abrigos naturais, fazendo com que busquem refúgio em locais secos, como residências, ralos, frestas, entulhos e áreas urbanas.

Segundo dados da Vigilância Epidemiológica Municipal, em 2025, foram registrados 146 casos de acidentes por animais peçonhentos em Divinópolis. O tipo de animal envolvido evidencia um cenário bastante definido: os escorpiões são responsáveis pela ampla maioria das ocorrências, com 108 registros, confirmando que esse é o principal agente de risco no município. Em seguida aparecem os acidentes com aranhas, totalizando 18 casos, e com abelhas, com 11 registros. Os acidentes com serpentes foram menos frequentes, somando 7 casos, enquanto ocorrências envolvendo lagartas e outros animais foram pontuais, com apenas um caso cada.

O local de ocorrência dos acidentes reforça um dado importante: 124 casos aconteceram em área urbana, enquanto apenas 16 registros ocorreram na zona rural. Em 6 casos, a área foi classificada como ignorada, e não houve registros em área periurbana. Esse cenário confirma que, em 2025, os acidentes por animais peçonhentos em Divinópolis estão fortemente associados ao ambiente urbano, especialmente ao contexto residencial e áreas com condições favoráveis à proliferação de escorpiões.

A distribuição por faixa etária mostra que os acidentes atingiram principalmente adultos e idosos. As faixas com maior número de registros foram de 60 anos ou mais, com 45 casos, seguida de 20 a 39 anos, com 43 ocorrências, e de 40 a 59 anos, com 37 registros. Crianças e adolescentes apresentaram números significativamente menores, indicando que a maior exposição ocorre a partir da vida adulta.

Atenção redobrada em situações de risco

Caso encontre algum animal peçonhento, a orientação é não interagir, manter a calma, afastar-se lentamente, não tocar ou tentar capturá-lo, isolar a área e mantê-lo distante de crianças e animais domésticos. Em seguida, deve-se acionar a Vigilância em Saúde Ambiental pelo telefone (37) 3529-6823 para solicitar a captura, monitorando o animal até a chegada da equipe. Na hipótese de ocorrência de picada, a orientação é lavar o local com água e sabão, não realizar torniquetes ou sucções, evitar receitas caseiras e procurar atendimento médico de forma imediata.

Em Divinópolis, o paciente é encaminhado à UPA Padre Roberto para tratamento com soros antiescorpiônicos e antiaracnídeos, com acompanhamento de equipe permanente que também realiza atendimentos domiciliares. Além disso, são realizadas buscas ativas no período noturno em escolas, instituições públicas, praças e condomínios.

Crianças, idosos e trabalhadores externos devem redobrar a atenção, como explica o supervisor de Vigilância em Saúde Ambiental, Francis Jhonatan Salvino. “As crianças possuem menor peso corporal, o que faz com que o veneno tenha efeito mais rápido e intenso, enquanto os idosos podem apresentar sistema imunológico mais fragilizado e doenças crônicas que agravam os efeitos dos venenos, exigindo orientações específicas nesses casos”, explicou.

Prevenção 

A Vigilância em Saúde Ambiental de Divinópolis, destaca que é comum o aparecimento de escorpiões em áreas residenciais, onde esses animais costumam se esconder em locais escuros e úmidos dentro das casas, como sótãos, porões, garagens, despensas, entulhos, materiais de construção, telhas, madeiras, jardins e áreas externas com folhas secas ou gramados altos. Eles também podem ser encontrados em calçados, roupas penduradas, frestas nas paredes, rodapés soltos, atrás de móveis e em ralos e encanamentos, por onde conseguem se deslocar.

Nas áreas urbanas, os locais de maior risco incluem regiões próximas a terrenos baldios com acúmulo de lixo ou vegetação alta, áreas sujeitas a alagamentos, proximidades de córregos e rios, além de bueiros e galerias de esgoto.

Para reduzir a presença desses animais, a orientação é adotar medidas preventivas como a instalação de telas finas e ralos do tipo abre e fecha, vedação de portas, frestas, rachaduras e buracos em paredes, assoalhos e forros, além de manter tomadas não utilizadas tampadas. A manutenção da limpeza e da organização dos ambientes, o descarte correto de resíduos, o controle de baratas e cuidados diários como sacudir roupas e calçados antes do uso, afastar camas e berços das paredes e verificar móveis e objetos contribuem para a prevenção de acidentes e para a segurança da população.
 
Seta
Versão do Sistema: 3.4.5 - 08/01/2026
Copyright Instar - 2006-2026. Todos os direitos reservados - Instar Tecnologia Instar Tecnologia