Unidade de Saúde do Bairro Tietê realiza projeto voltado à atividades manuais que promovem a autoestima e o bem-estar dos pacientes
A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), destaca a relevância das atividades manuais realizadas na Unidade de Saúde do Bairro Tietê, que promovem bem-estar, socialização e fortalecimento da autoestima dos participantes. Entre as práticas desenvolvidas estão bordados, crochês, tricôs, pinturas e outros artesanatos.
Essas atividades proporcionam inúmeros benefícios terapêuticos, como alívio do estresse, prevenção da ansiedade e da depressão, além de estímulo à memória e à coordenação motora. Por meio desse grupo, os pacientes trocam experiências de vida, criam vínculos sociais e encontram novas formas de lidar com os desafios do cotidiano.
Atualmente, 25 pessoas participam dos encontros, que ocorrem uma vez por semana, durante duas horas de aprendizado e descontração. A iniciativa faz parte das práticas integrativas e complementares do SUS, incentivadas pelo Ministério da Saúde, e em Divinópolis se destaca pelo foco na promoção, prevenção e recuperação da saúde mental.
Entre as histórias de transformação está a de Maria Eduarda Santos Costa, de apenas 12 anos. A jovem aprendeu crochê e práticas empreendedoras com a professora Edna e já produz peças para venda, como arcos e cachecóis. “Aqui é o meu lugar, me sinto mais calma, mais natural. A professora Edna traz muito conhecimento a todas nós”, afirmou Maria.
A médica da unidade, Bianca Araújo Cardoso, ressalta os impactos positivos do projeto. “Os trabalhos manuais ajudam a desacelerar a mente e fortalecem a convivência. Muitos idosos ficavam isolados, o que aumenta o risco de depressão e ansiedade. O grupo é uma forma de prevenção, pois promove novas oportunidades de interação e lazer. Esse tratamento é muito mais eficaz, do ponto de vista de mudança de comportamento e adoção de novos hábitos, do que apenas a medicação.”
A médica explica ainda que a prática está alinhada às diretrizes da Atenção Primária, que busca estreitar o vínculo entre unidade de saúde e comunidade. “Quando conseguimos inserir os pacientes nas atividades, prevenimos doenças mais graves, reduzimos o isolamento social e fortalecemos o acompanhamento clínico, princípios básicos da Atenção Primária.”
Outro exemplo inspirador é o de Maria da Conceição da Silva, cega há 20 anos, que encontrou no crochê um aliado essencial. “Eu aprendi antes de perder a visão. Depois, passei a sentir os pontos com os dedos. Sei identificar cada um deles e consigo perceber quando o trabalho está certo ou precisa de ajustes. O crochê representa minha vida, porque mexe com a minha mente e me traz alegria. Já fiz muitas peças, até encomendas que foram para fora do Brasil.”
Ao apoiar o grupo de trabalhos manuais, a Prefeitura reforça seu compromisso com políticas públicas que valorizam a saúde integral, oferecem oportunidades de convivência e devolvem confiança e dignidade às pessoas de todas as idades.