A Prefeitura de Divinópolis inicia um novo trabalho para acolhimento da população em situação de rua do município. Por meio da Gerência de Políticas de Proteção Social, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semds) criou o Centro de Acolhimento da Pessoa em Situação de Rua, um espaço com 25 vagas, sendo 15 para homens e dez para mulheres. O anúncio foi feito pelo prefeito Vladimir Azevedo durante visita ao novo espaço, que fica ao lado do Serviço de Saúde Mental (Sersam). Do encontro, ainda participaram outros representantes do governo municipal, de entidades, Polícia Militar, Polícia Civil, Acasp, e de outros representantes da sociedade civil organizada.
O Centro de Acolhimento conta com um coordenador, um assistente social, um psicólogo e seis monitores, e abriga pessoas em situação de rua por um período de até seis meses, oferecendo alimentação, convívio social, atividades que promovam a reinserção na família e a superação da condição de vulnerabilidade social.
De acordo com a técnica de referência de Proteção Social Básica da Semds, Alessandra Lúcia de Oliveira, estas pessoas são encaminhadas ao espaço após triagem ou abordagem social da equipe da Semds. “A abordagem geralmente acontece após sermos acionados pelo Creas, Cras, poder judiciário ou alguma ONG ou entidade, que nos encaminham ou apontam estes moradores em situação de rua. Uma avaliação da equipe permite verificar se o Centro de Acolhimento da Pessoa de Rua é, de fato, o local mais adequado para cada pessoa, uma vez que muitas delas podem precisar de algum tratamento específico, como, por exemplo, de dependência química”, explicou Alessandra, lembrando que o atendimento no Centro de Acolhimento da Pessoa em Situação de Rua funciona em período integral, na Avenida Magalhães Pinto, 1215, bairro Universitário, ao lado do Sersam.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Paulo dos Prazeres, o novo espaço abre possibilidade para outros serviços oferecidos pela Prefeitura. “As pessoas em situação de rua podem ter acesso, por exemplo, à inscrição delas no Bolsa Família, e toda uma reinserção social que nos indica um bom caminho pra essa população. O diferencial é essa ligação que fazemos com outros serviços que a prefeitura oferece, como o próprio Sersam, as comunidades terapêuticas com as quais a prefeitura tem convênio, e com o Caps AD, que chegará em breve. Para isto, essa equipe nossa foi capacitada por uma semana na prefeitura de Belo Horizonte, que é uma referência para esse trabalho, para promover o acolhimento, a forma de criação de vínculo; como abordar estas pessoas nesta condição, pois muitos só vêm mais pela afetividade do que pela intervenção dura”, explicou.
Paulo afirma que a meta é criar um estatuto do morador de rua. “Por exemplo, eles não podem destruir o patrimônio público, não podem quebrar o jardim pra fazer cama; então, todas essas coisas a gente constrói a partir desse serviço, que busca criar um olhar da cidade para eles. Para isto, a Prefeitura está trabalhando com cuidado, tomando as decisões na hora certa, e conduzindo da melhor forma possível o que precisa ser feito, que muitas vezes é necessário”, complementou.
Para o prefeito, Vladimir Azevedo, esta nova rede de atendimento à pessoa em situação de rua contempla uma política pública mais ampla de acolhimento e encaminhamento. “Tem um sentido humano, de pegar essas pessoas, que muitas vezes estão marginalizadas, que estão sob efeito de violência doméstica, estão ali como causa de problemas de várias naturezas. Acolhê-los, readequá-los à vida, contatar suas famílias, cadastrá-los devidamente, e tentar reinseri-los na vida normal de qualquer cidadão, que acorda, trabalha e tem uma rotina de vida familiar e social – é isto que buscamos”, disse. “Hoje, a gente tem a felicidade de ter um local bem localizado, uma equipe bem treinada, termos como parceira mais uma vez uma grande instituição da nossa cidade, que tem sido parceira em tantos serviços sociais, como a Adefom, e, com isso, dando um passo importante para um serviço de acolhimento humano e também um serviço importante na segurança pública”, ressaltou. “Infelizmente, algumas delas ligadas à delinquência, no centro da cidade. Um serviço importante também no ordenamento da cidade, em que a gente era muito cobrado nesse sentido. Fica uma resposta importante, que a partir de hoje já começa a funcionar 24 horas esse serviço de acolhimento, e que dará uma nova realidade à população de rua e à vida urbana em Divinópolis”, projetou.
Abordagem social e atendimento ao migrante
A abordagem social, outro serviço executado pela Semds, dispõe, atualmente, de um técnico de nível superior, um assistente social e dois estagiários em psicologia, que fazem o trabalho de campo, indo a pontos estratégicos, realizando a busca ativa destas pessoas nos espaços públicos, como praças, áreas urbanas, viadutos, e outros locais de grande circulação. Este trabalho ocorre de segunda a sexta-feira, de 7h a 11h, e de 13h a 17h, e, eventualmente, em algumas ações noturnas.
De acordo com a equipe técnica da Semds, o atendimento ao migrante tem especificidades. Por isto, há um espaço diferenciado para este público. Funcionando em uma sala no Terminal Rodoviário de Divinópolis, o atendimento ao migrante ocorre de 7h as 11h, e de 13h as 17h, de segunda a sexta-feira. Dois assistentes sociais e um monitor social acompanham as pessoas que procuram este espaço. Na medida da avaliação das necessidades de cada um, os migrantes recebem passagem para sua cidade de origem (apenas intermunicipal), e, em alguns casos, ainda recebem alimentação, local de pernoite e de higienização. Entidades, Polícia Militar e sociedade civil encaminham estas pessoas a este ponto de atendimento, mas as pessoas em situação de risco podem, espontaneamente, procurar o atendimento no local.
Também participaram da vista ao Centro de Apoio ao Morador de Rua os vereadores Adilson Quadros, Edmar Máximo, Edmilson Andrade e Eduardo Print Júnior,