A Prefeitura de Divinópolis intensificou as ações contra dengue. A Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) divulgou balanço do Programa de Combate a Dengue relativo a 2013 e 2014.
Entre a série de ações, os números reforçam a ampliação das atividades de combate e controle do mosquito Aedes aegypti. Um dado importante é o número de recipientes que poderiam servir de criadouro desse mosquito. Em 2013 foram retirados 61.560 kg e, no ano passado, essa ação aumentou mais de 500% com a retirada 391.901 Kg de objetos diversos das casas das pessoas.
Os pneus, criadouro tradicional do mosquito Aedes aegypti, também tiveram uma retirada expressiva. Em 2013, foram 576 toneladas e, em 2014, mais de 1000 toneladas retiradas. Esses materiais seguiram para um eco ponto, receberam larvicida e depois foram recolhidos por uma empresa especializada que deu as esses pneus uma destinação adequada.
Se comparado com os últimos dois anos, o número de imóveis visitados pelos agentes de saúde apresentou uma pequena queda de 2,6%. A diretora de Vigilância em Saúde, Celina Pires, explica a redução. “Esta ligeira queda é justificada pelo investimento na retirada e eliminação de depósitos que estavam ou poderiam vir a ser utilizados pelos mosquitos transmissores da dengue e chikungunya para sua reprodução, representados pela vedação de caixas d’água, pelos recipientes retirados e pneus que tiveram aumento de 24%, 537% e 81% respectivamente”, pontua.
As ações são estratégicas e os resultados surgem com maior importância, de acordo com o balanço. Esta é a situação dos casos suspeitos notificados que tiveram queda de 33%. Os casos confirmados, entre 2013 e 2014, também sofreram queda significativa. No ano passado foram 4.141 casos confirmados, 31% a menos que no ano anterior.
“As ações de educação em saúde, conscientização e mobilização social, foram intensificadas devido à sua importância na busca do envolvimento dos cidadãos no controle dos vetores. Elas incluíram entrevistas que objetivaram a informação tanto dos trabalhos realizados como da situação geral da dengue e chikungunya. Foram realizadas, ainda, capacitações, blitze em semáforos, palestras, panfletagens, contações de história, apresentações de peça teatral, mostras educativas, arrastões e outras atividades. Iniciativas que alcançaram valores muito expressivos”, esclarece Celina.
O relatório apresentado pela Diretoria de Vigilância em Saúde da Semusa aponta que 32% a mais de imóveis receberam bloqueios realizados por UBV costal a partir de notificações no serviço de vigilância epidemiológica e repassados ao de vigilância em saúde ambiental. O número de supervisões do combate a dengue cresceu 116% no último ano.
“O aumento no número de ciclos realizados nos pontos estratégicos significou o cumprimento dos 24 ciclos anuais necessários. Foi possível realizar, ainda, um extra em visitas a locais mais importantes nessa categoria. Desta forma, foram vistoriados locais formadores de grandes focos, ou seja, siderurgias, ferros velhos, garrafarias entre outros pontos. Este serviço teve um acréscimo de 70% de visitas em relação a 2013”, completa a diretora de vigilância em saúde.