Devido à suspensão do atendimento médico na maternidade do Hospital São João de Deus, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) adotou medidas em caráter imediato para garantir a assistência às parturientes do município de Divinópolis e cidades que compõem a microrregião.
Conforme nota, emitida pela Prefeitura de Divinópolis na última semana, desde os primeiros indícios de suspensão do serviço, o secretário municipal de Saúde, David Maia, sob orientação do prefeito Vladimir Azevedo, desdobrou ações que garantissem manutenção do atendimento na rede pública, embora o município tenha sido oficialmente informado da paralisação pela direção do Hospital São João de Deus, somente no início da noite do último dia 31/10.
De acordo com o secretário da pasta, a Administração Municipal continua empenhando esforços para garantir a manutenção do serviço e assistência plena das parturientes. “Além da contratação de novos leitos na rede complementar, existe uma série de providências que nós estamos tomando como a estabilização de processos de logística, de transporte e remoção. Até então, nós usamos nossa rede própria, mas esta rede própria precisa voltar para o seu papel original. Então, estamos contratando de forma extra, novos profissionais de remoção, além das vagas nesses hospitais particulares, que se comprometeram em dar o tratamento isonômico a nosso cidadão e com o maior carinho possível”, declarou o secretário em entrevista nesta segunda-feira.
David Maia destacou o acordo estabelecido com o Hospital São João de Deus, pelo qual a unidade credenciada pelo SUS continua sendo a porta de entrada de todas as parturientes, sendo avaliadas clinicamente no HSJD e encaminhadas para hospitais de retaguarda da rede privada já contratados pelo município. “ Toda classificação é feita com o corpo de enfermagem obstétrico do Hospital São João de Deus. A partir da classificação, dois hospitais da cidade estão contratados como retaguarda da assistência obstétrica. São eles, o Santa Lúcia e o Santa Mônica. Todos os dois foram contratados no montante adequado para o atendimento obstétrico do município. Deixamos cerca de 15 leitos já contratados nesses hospitais e temos toda a retaguarda da rede de assistência do entorno. Esses 15, imaginamos que serão suficientes para a nossa demanda. Se não for, nós temos também toda a retaguarda da assistência complementar”, aponta o secretário de saúde. “Negociamos ainda com o chefe da pediatria do Hospital São João de Deus, o médico Júlio Veloso, a chamada vaga zero na unidade neonatal. O que é a vaga zero? É não precisar pedir vaga, momento em que o bebê vai ser encaminhado diretamente para dentro da UTI Neonatal do HSJD”, completa David Maia.
As medidas, segundo o secretário, garantem a assistência e manutenção do atendimento das pacientes e de seus bebês. “Fizemos esse arranjo em curtíssimo prazo, desdobramos esforços diuturnamente para dar a assistência ao cidadão. E, a partir de agora, o que a gente faz é solicitar ao hospital que se pronuncie da potencial abertura ou fechamento definitivo da maternidade, solicitando bom senso das partes para que possam chegar no entendimento, sempre vigilantes no nosso papel de assistência à população. Quanto aos pagamentos ordinários, pagamentos referentes à rotina do hospital, estão rigorosamente em dia. Existe um atraso do governo federal, que sinalizou que está com aperto de caixa, mas irá repassar”, afirma.
O secretário de saúde informou ainda que aguarda avaliação e parecer jurídico da equipe técnica da Semusa sobre os procedimentos adotados pelo hospital para a devida notificação do Município quanto à suspensão dos serviços da maternidade.