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OUT
13
13 OUT 2014
Assistência Social recebe consultora para produzir diagnóstico socioterritorial
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Na tarde da última quinta-feira (9/10), o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Paulo dos Prazeres, recebeu Deborah Akerman para apresentação da forma como será realizado o diagnóstico socioterritorial relacionado à Política Municipal de Assistência Social de Divinópolis. Uma equipe composta por funcionários da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semds) também participou da reunião. Deborah é mestre em psicologia social pela UFSJ, especialista em gestão de assistência social pela Fundação João Pinheiro, e veio acompanhada de Denise Amaral, socióloga pela UFMG, pós-graduada em gestão ambiental, para compor a equipe técnica. O diagnóstico socioterritorial é um documento que operacionaliza o levantamento e análise das informações sobre demanda e oferta do sistema único de assistência social (Suas) em um determinado território, entendido como o eixo para a compreensão da dinâmica dos problemas sociais relacionados às situações de vulnerabilidade e risco, assim como o locus para seu enfrentamento. Consiste, portanto, em uma análise situacional do território, compreendendo sua caracterização, ou seja, uma descrição interpretativa de suas demandas e potencialidades. O diagnóstico potencializado na política de assistência social deve levar em conta uma análise histórica conjuntural das características sociais, demográficas, econômicas e ambientais do município, identificando as demandas e os territórios (regiões, bairros, setores) com concentração de população em situação de vulnerabilidade social. Esta primeira reunião serviu para exposição e pontuação do detalhamento da metodologia do diagnóstico socioterritorial. “O diagnóstico socioassistencial é um instrumento previsto nas normas do sistema único de assistência social. O nosso município está em gestão plena e ele trará para nós uma avaliação dos resultados dos serviços oferecidos pela assistência social, bem como um diagnóstico das vulnerabilidades sociais que se colocam para o município além de outras vulnerabilidades. Claro que a nossa secretaria focará nas dificuldades e nas vulnerabilidades da assistência social. Nós teremos, então, uma avaliação do serviço prestado pelo Cras, do serviço prestado pelo Creas, todas as entidades da assistência social que têm abrigos, serviços de convivência e fortalecimento de vínculos e, depois, faremos a partir desses resultados uma análise e um planejamento para condução nos próximos anos da assistência social no município. É importante destacar que esse diagnóstico é previsto para que as equipes da secretaria sejam treinadas pela consultora e essas equipes se responsabilizarão pelos próximos diagnósticos. E talvez seja esse o nosso grande fruto, que a nossa equipe saia capacitada para avaliar o seu trabalho, para avaliar a população, e depois conduzir os processos aqui em Divinópolis”, explicou Paulo dos Prazeres. O prazo para a elaboração do diagnóstico socioterritorial é de sete meses após a assinatura do contrato. O documento final está previsto para ser entregue em maio de 2015. Deborah destaca que o resultado final pode divergir de outros dados como o do IBGE, mas que essa comparação é importante, pois só assim a secretaria terá real condição de se adequar às necessidades da população. “A gente apresentou a metodologia com a qual vamos trabalhar para fazer o diagnóstico. Nessa metodologia, serão incluídos os dados quantitativos e qualitativos. O diagnóstico serve exatamente para a verificação de dados. Nós vamos comparar estatísticas diferentes. O último senso do IBGE que está disponível é o de 2010, ele traz todas as informações de renda, demográfica e socioeconômica geral da família. Apresenta dados de trabalho infantil, a renda da família e outros. Nós verificaremos por setores, se essas famílias que o IBGE apontou são as mais pobres, se estão em situação de trabalho infantil, se, naquele território, o número total de famílias que o IBGE apontou está sendo ou não atendido pela assistência social. Vamos ver qual é a diferença. Se a assistência social está ou não conseguindo abarcar o público que é necessário. Obviamente, o diagnóstico vai traçar um retrato das demandas, das vulnerabilidades das situações de risco, ao mesmo tempo das ofertas que já existem e vai comparar uma com a outra. E esse retrato é que vai possibilitar, depois, a secretaria pensar um plano de trabalho”, informou a consultora. A próxima reunião está marcada para o dia 7 de novembro, às 14h, na unidade I da Secretaria Municipal de Assistência Social, no bairro Esplanada.
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