Os historiadores da Secretaria Municipal de Cultura – Semc, ministraram na quinta-feira (25/09) palestras para alunos de duas turmas do 6º ano da Escola Municipal Professor Odilon Santiago, no bairro Casa Nova. O evento faz parte do Projeto Educar, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha). O município aderiu à proposta com a intenção de promover a educação patrimonial entre os jovens estudantes e somar pontos no ICMS Cultural.
Antes das palestras, a gerente de Memória e Patrimônio da Semc, Lenir de Castro, os diretores das escolas e os historiadores se reuniram no final de agosto para acertar os detalhes do encontro.
A historiadora Karine Mileibe destacou a importância da preservação de bens públicos como, por exemplo, o teatro municipal Usina Gravatá, museu histórico e estação ferroviária. “A educação patrimonial é um processo permanente e sistemático. O objetivo deste projeto é envolver os alunos e consequentemente a comunidade na gestão do patrimônio, pelo qual ela também é responsável, levando-a a apropriar-se e a usufruir dos bens e valores que o constituem. Para isso, nosso trabalho procurou mostrar aos alunos o processo de formação do nosso município, para que percebam a importância do patrimônio para a história da cidade. Procuramos mostrar também que existem muitos outros bens culturais ainda sem proteção, e que cabe a toda a comunidade protegê-los”, destacou a historiadora.
O historiador Faber Clayton ressaltou na palestra os primórdios do povoamento do sertão colonial da região e, em seguida, a formação das primeiras vilas mineradoras, destacando Pitangui. “Nessa etapa da história da região oeste de Minas Gerais tem a presença de povoadores negros, índios, brancos, e a mestiçagem resultante do encontro entre esses grupos conduziu a ocupação desse espaço. A herança da interação desses povoadores com o sertão é responsável por nossa história cultural. A religiosidade afro-brasileira e suas festas, as formas de trabalho, a alimentação, modos de morar e outros elementos mais são os produtos culturais desses tempos”, afirmou, lembrando ainda da implementação da ferrovia para o desenvolvimento de Divinópolis.
“A história de Divinópolis, cidade em 1912, é resultado desse processo. Nosso patrimônio cultural se formou no desenrolar dessa história”, ressaltou.
Ao todo, são 10 etapas do Projeto Educar, que além das palestras inclui visitas, pesquisas, presença de uma pessoa do bairro para contar sobre o local escolhido, redação das etapas, trabalho de grupo, feira de cultura e avaliação. O projeto termina no final do ano, de acordo com o cronograma. A Escola Municipal Professora Hermínia Corgozinho será próxima instituição a ser visitada pelos historiadores da Semc.