Representantes de Divinópolis na Red Latinoamericana-Europea de Tabajo Social Transnacional (Reletran) participaram de uma videoconferência para apresentar a metodologia de ensino do Projeto Fazendo Arte, escolhido como modelo de inclusão sociocultural através da música, dança e teatro. Do México, os participantes do projeto acompanharam as explicações da equipe do Brasil que estava na Fundação Educacional de Divinópolis (Funedi), e também fizeram muitas perguntas na última quinta-feira.
A coordenadora do projeto Fazendo Arte, Lenir de Castro, apresentou a metodologia de ensino adotado em Divinópolis, que é conhecida nos 12 países participantes do Reletran. Assistentes sociais, psicólogos e médicos acompanharam do México os métodos de sucesso do Fazendo Arte.
“Mostrando como a arte é um instrumento poderoso para aproximar as pessoas. Além de aplicar as oficinas de dança, música e teatro no projeto, apresentamos que é necessário um envolvimento da família e de uma equipe qualificada para a proposta ter resultado”, afirmou Lenir de Castro.
A coordenadora acredita que os profissionais sociais do México terão maior facilidade conhecendo os métodos adotados pelo projeto de Divinópolis nas suas visitas. “Quando os profissionais da área social do México chegarem às suas comunidades terão maior entendimento ao aplicarem ou sugerirem os métodos que utilizamos aqui em Divinópolis e de como arte pode ser importante para formação do ser humano”, destacou Lenir.
Durante duas horas e meia, a coordenadora do Reletran e Fazendo Arte, a diretoria artística do projeto, Lene Pereira, e a coordenadora do Curso de Serviço Social da Funedi, Maria José Lemos, apresentaram os resultados de sucesso do projeto. É a segunda vídeo-conferência que as representantes de Divinópolis participam no Reletran, a primeira foi em 2013 em Moçambique na África, com participação da coordenadora do Fazendo Arte e a arte educadora Lene Pereira.
No Brasil, em 2011 o Fazendo Arte foi um dos 2 projetos indicado pela universidade alemã Alice Salomon como projeto de destaque no setor sociocultural. Doze universidades da Europa e da América Latina participam desta proposta, e o projeto divinopolitano foi escolhido pelos trabalhos de 12 anos que desenvolve arte com crianças e adolescentes em bairros carentes no município: 1,7 mil jovens participam em 14 escolas de regiões da cidade e um núcleo central. O projeto estimula modalidades como artes plásticas, viola caipira, flauta, violão, canto, teatro, contação de histórias e danças (balé, jazz, contemporânea e folclóricas). O projeto é realizado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e tem patrocínio do Grupo Gerdau, com gestão de Acesa e apoio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc).