A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) divulgou novo relatório de acompanhamento da dengue na cidade. Foram registradas 860 notificações de casos de dengue no mês de maio deste ano e 130 em junho, números que indicam uma redução de aproximadamente 85% neste período. No ano, até o dia 16 de julho, foram notificados 4.581 casos da doença, com 3.177 confirmações. As notificações e confirmações de 2014 até o momento são inferiores aos números apresentados no ano passado, com índices de 6.885 e 5.973, respectivamente.
O Centro (337), Nossa Senhora das Graças (302), São José (191), Interlagos (142) e Niterói (139) continuam sendo os locais com maior número de notificações ao longo do ano. Entre os casos já confirmados, há apenas uma pequena mudança na colocação dos bairros: Nossa Senhora das Graças (261), Centro (257), São José (127), Niterói (114) e Interlagos (108).
O supervisor geral no controle de endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Juliano Cunha, explica que alguns bairros registram número maior nas notificações por serem maiores e mais populosos, e alguns por atenderem população de outros bairros. “No caso do São José e do Centro, são locais que atendem outros bairros, por isso estão sempre no topo da lista. Muitas pessoas se identificam como moradores desses bairros e, no entanto, são moradores de bairros vizinhos. Já o Interlagos, como também o Centro, são bairros grandes. Temos bairros em Divinópolis com 15 quarteirões. Só o Interlagos tem 108 quarteirões, por exemplo”, informou.
Para o supervisor, mesmo com a redução no número de notificações no mês de junho em relação ao mês anterior, a população deve continuar atenta no controle dos focos do mosquito transmissor. “O fato de ter havido essa diminuição não quer dizer que não há mais o risco da doença. Quando é registrada diminuição nos casos, as pessoas deixam de lado os cuidados básicos e isso é sempre preocupante”, alerta.
O trabalho dos agentes de saúde em parceria com a população é a melhor forma de controlar a proliferação do mosquito. Os cuidados básicos com os recipientes que podem acumular água devem ser redobrados. Participar dos mutirões e receber os agentes que trabalham de casa em casa também auxilia no controle da doença.
Levantamentos da Semusa apontam que mais de 90% dos focos do mosquito estão dentro das residências. Portanto, é de extrema importância a participação da população no controle de ambientes que favoreçam a proliferação do mosquito.