Vacinação e guarda responsável são essenciais para prevenir a raiva humana e proteger pessoas e animais
A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), reforça a importância de buscar atendimento imediato após acidentes envolvendo mordidas, arranhões ou contato com a saliva de cães, gatos e outros mamíferos. Em 2026, o município registrou 608 atendimentos antirrábicos humanos, número que evidencia a importância da assistência rápida para prevenir a raiva, doença grave que, quando não tratada adequadamente, pode ser fatal.
Os dados mostram que os homens representaram 52,05% dos atendimentos e as mulheres, 47,95%. A faixa etária de 20 a 29 anos concentrou o maior número de registros, com 123 atendimentos, seguida pelas pessoas com 60 anos ou mais, que somaram 103 casos. Também foram contabilizados 98 atendimentos entre pessoas de 30 a 39 anos, 88 na faixa de 40 a 49 anos, 87 entre 10 e 19 anos, 59 de 50 a 59 anos e 51 em crianças de até 9 anos. Os números demonstram que esse tipo de acidente pode ocorrer em qualquer fase da vida, tornando essencial que toda a população saiba como agir diante dessas situações.
Entre os animais envolvidos nas ocorrências, os cães estiveram presentes em 459 atendimentos, o equivalente a cerca de 75% dos casos, seguidos pelos gatos, com 95 registros. Também foram notificadas ocorrências envolvendo morcegos, macacos e herbívoros domésticos. A maior parte das lesões atingiu membros inferiores, mãos e pés, regiões mais expostas durante o contato com os animais. Aproximadamente 75% dos ferimentos foram classificados como superficiais, mas ainda assim exigem avaliação por um profissional de saúde.
O que fazer após um acidente?
A primeira medida é lavar imediatamente o local do ferimento com água corrente e sabão. Em seguida, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para que um profissional avalie a lesão e indique o tratamento mais adequado.
A conduta varia conforme diferentes fatores, como o tipo e a profundidade do ferimento, a localização da lesão, a espécie do animal envolvido e a possibilidade de acompanhamento do animal.
Quando o animal pode ser identificado, ele deverá permanecer em observação pelo período previsto nos protocolos do Ministério da Saúde. Essa medida é importante para que a equipe de saúde possa definir a necessidade ou não da continuidade do tratamento. Já nos casos em que não é possível acompanhar o animal, como pode ocorrer com animais sem tutor identificado, o protocolo poderá incluir medidas adicionais para garantir a proteção da pessoa atendida.
Tratamento é definido conforme avaliação
Entre os atendimentos realizados em Divinópolis neste ano, 261 pacientes receberam vacinação antirrábica, 237 permaneceram apenas em observação do animal, 62 necessitaram de soro associado à vacina e 34 receberam tratamento de pré exposição. Também foram registrados casos de dispensa de tratamento, observação associada à vacinação e esquema de reexposição, sempre conforme os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
A Semusa ressalta que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) deve ser procurada apenas quando houver gravidade relacionada ao ferimento. Nos demais casos, o atendimento pode ser iniciado em qualquer unidade de saúde, onde a equipe fará a avaliação clínica e encaminhará o paciente para o tratamento indicado.
A Secretaria informa ainda que a campanha de vacinação antirrábica animal deste ano está prevista para setembro. As datas, os locais e o cronograma serão divulgados oportunamente pelos canais oficiais da Prefeitura.
A prevenção continua sendo a melhor forma de proteger pessoas e animais. Por isso, a Prefeitura orienta que cães e gatos sejam mantidos com a vacinação antirrábica em dia, recebam os cuidados necessários e sejam conduzidos de forma responsável pelos tutores. Também é importante evitar a aproximação de animais desconhecidos ou que demonstrem sinais de medo, estresse ou comportamento defensivo. Em qualquer situação de mordida, arranhão ou contato suspeito com saliva de mamíferos, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. A avaliação precoce e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir a raiva humana e preservar vidas.