A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), divulga o resultado do 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. Realizado pela Vigilância em Saúde Ambiental entre os dias 14 e 18 de setembro, o estudo registrou Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,5%, mantendo o município em situação de médio risco para epidemia e em estado de alerta. Foram vistoriados 5.941 imóveis nos 169 bairros, com identificação de focos do mosquito em 152 deles.
O resultado geral permaneceu estável em relação ao 2º LIRAa de 2026, realizado em maio, quando Divinópolis também apresentou índice de 2,5%. Naquele levantamento, foram vistoriados 5.470 imóveis e encontrados focos em 138. Agora, a pesquisa alcançou 471 imóveis a mais e identificou 152 imóveis com focos.
Apesar da estabilidade do índice municipal, a comparação mostra mudanças importantes no cenário. No segundo levantamento, 93% dos imóveis com focos eram residências e 7% terrenos baldios. No terceiro, os percentuais passaram para 89% e 11%, respectivamente. Ainda assim, a grande maioria dos focos continua dentro das casas, reforçando que a participação dos moradores permanece decisiva para impedir a proliferação do mosquito.
Região Nordeste passa para alto risco
A análise por regiões acende um alerta adicional. No 2º LIRAa, todas as regiões de Divinópolis estavam classificadas como médio risco, com o maior índice registrado na Nordeste, de 3,3%. No levantamento de setembro, a região Nordeste chegou a 4,8% e passou para a classificação de alto risco.
Nas demais regiões, os índices atuais são de 3,4% na Norte, 2,2% na Sudeste, 2,1% na Central, 1,6% na Sudoeste e 1,3% na Oeste. De acordo com os parâmetros adotados no levantamento, índices entre 1% e 3,9% representam médio risco, enquanto resultados acima de 4% indicam alto risco de epidemia.
Entre os bairros com índices mais elevados estão Alto das Oliveiras, com 50%; JA Gonçalves, 33,3%; Dr. José Thomaz, 18,2%; Mar e Terra, 14,3%; Itacolomi, 13,6%; Jardim Alterosa, 13,3%; e Danilo Passos I, com 10,3%. Os percentuais são calculados a partir dos imóveis pesquisados em cada área, conforme a metodologia amostral do LIRAa.
Criadouros continuam na rotina das famílias
Os recipientes encontrados no cotidiano das residências concentram grande parte do problema. No 3º LIRAa, 43,8% dos criadouros estavam em depósitos móveis, como bebedouros de animais, pratos e vasos de plantas. Outros 39,8% estavam em recipientes passíveis de remoção, entre eles plásticos, latas, garrafas e pneus. Reservatórios destinados ao armazenamento de água responderam por 9% e depósitos fixos, como ralos e caixas de passagem, por 7,4%.
A Vigilância em Saúde Ambiental reforça que cada morador deve realizar, pelo menos uma vez por semana, uma vistoria completa no imóvel. Eliminar recipientes que acumulem água, manter caixas-d’água tampadas, higienizar bebedouros de animais e pratos de plantas, verificar ralos, calhas e caixas de passagem e dar a destinação correta aos materiais sem uso são medidas essenciais.
A eliminação dos criadouros é a principal forma de interromper o ciclo de reprodução do Aedes aegypti e reduzir o risco de transmissão de dengue, Zika e Chikungunya. A estabilidade do índice geral, acompanhada do aumento observado na região Nordeste, mostra que os cuidados precisam ser permanentes em todas as regiões da cidade.