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MAR
08
08 MAR 2026
SOCIAL
Dia Internacional da Mulher reforça alerta contra a violência e destaca rede de proteção às vítimas em Divinópolis
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Vídeo da vice-prefeita Janete Aparecida chama atenção para o enfrentamento à violência e destaca a estrutura municipal de acolhimento, proteção e reconstrução da autonomia das vítimas
Neste 8 de março, data em que o mundo celebra as conquistas e a força feminina, Divinópolis também volta o olhar para uma realidade que ainda exige atenção, coragem e mobilização coletiva. A violência contra a mulher continua sendo um desafio presente em diferentes contextos sociais, atingindo famílias, comunidades e toda a sociedade. Diante desse cenário, a Prefeitura de Divinópolis reforça, neste Dia Internacional da Mulher, o compromisso permanente com o enfrentamento à violência e com a ampliação da rede de proteção às vítimas.

Como forma de chamar a atenção da população para o tema, a vice-prefeita Janete Aparecida gravou um vídeo há algumas semanas, divulgado nas suas redes sociais, no qual destaca a importância de encorajar as mulheres a romperem o silêncio e buscarem ajuda. No pronunciamento, Janete fala com sensibilidade sobre o impacto da violência na vida das vítimas e reforça que nenhuma mulher deve enfrentar esse processo sozinha. “A primeira coisa que a vítima precisa entender é que a culpa nunca é dela. Nenhuma mulher provoca ou merece violência. Nós precisamos encorajar essas mulheres a falar, a buscar ajuda e a não aceitar viver com medo. Toda mulher tem direito à vida, à dignidade e ao respeito”, afirmou.

A mensagem foi gravada após a visita da vice-prefeita à comunidade de Buritis, onde vive Lorraine Reisla, uma das vítimas de tentativa de feminicídio no município, que perdeu a visão após ser brutalmente atacada pelo ex companheiro. O caso sensibilizou a cidade e reforçou a necessidade de ampliar o debate sobre a proteção das mulheres e sobre a responsabilidade coletiva no enfrentamento desse tipo de crime.

Os números demonstram que a realidade exige atenção constante. Em 2024, os principais atendimentos registrados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semds) envolveram casos de violência física, psicológica, negligência e violência sexual, incluindo situações de abuso e exploração. Ao todo, foram identificadas 48 mulheres adultas entre 18 e 59 anos e 42 idosas vítimas de violência intrafamiliar.

Os dados seguiram preocupantes em 2025, quando foram contabilizados mais de 1.800 casos de violência doméstica e familiar em Divinópolis, além de cinco tentativas de feminicídio e quatro feminicídios consumados. Cada número representa histórias interrompidas ou profundamente marcadas pela violência, o que reforça a importância de políticas públicas que garantam acolhimento, proteção e oportunidades de recomeço.

A realidade local acompanha um cenário alarmante em todo o estado. Minas Gerais foi o segundo estado brasileiro com maior número de feminicídios em 2025, com 139 mulheres assassinadas por agressores, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do governo federal. o que representa uma média de quase três casos por semana.

Apoio e luta por uma nova realidade

Diante desse contexto, a Prefeitura de Divinópolis tem fortalecido a rede municipal de proteção às mulheres em situação de violência, com atuação integrada entre as áreas de assistência social, saúde e direitos humanos. Após a denúncia ou encaminhamento, a vítima pode ser acolhida por diferentes serviços especializados do município.

Na área da saúde, o atendimento ocorre nas unidades de saúde do município, que realizam acolhimento inicial, oferecem apoio psicológico e fazem o encaminhamento para atendimento especializado quando necessário. Nos casos de violência sexual, o Hospital São João de Deus realiza o atendimento específico às vítimas.

A assistência social também exerce papel fundamental nesse processo por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, (Creas). No local, as mulheres recebem orientação social e jurídica, acompanhamento familiar e apoio diante de situações de risco.

O Creas está localizado na Rua Sergipe, número 1179, no Centro, e o atendimento pode ser realizado pelo telefone (37) 3229-9790. No espaço, o acolhimento ocorre por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi), seguindo as diretrizes nacionais da política socioassistencial.

A coordenadora do Creas, Adriana Eva, explica que o atendimento é realizado com escuta qualificada e respeito à trajetória de cada mulher. “O acolhimento é feito em espaço reservado, com escuta técnica e sigilosa. A equipe identifica o tipo de violência, avalia o grau de risco e orienta sobre os direitos e sobre as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. O objetivo é construir, junto com a mulher, um plano de acompanhamento que permita romper o ciclo da violência e reconstruir a vida com segurança e autonomia”, destaca.

Dependendo da gravidade da situação, a rede municipal também pode oferecer medidas específicas de proteção, como abrigo sigiloso para a mulher e seus filhos, retirada da vítima do local de violência, apoio psicológico e social, orientação jurídica e acesso a programas de proteção. Essas ações buscam garantir a segurança imediata da vítima e interromper o ciclo de agressões.

Após o acolhimento inicial, o município também atua na etapa de reconstrução da autonomia da mulher, oferecendo suporte para que ela possa retomar sua vida com dignidade. Entre as iniciativas estão programas de inclusão produtiva, cursos de capacitação profissional, auxílio para moradia e acompanhamento psicossocial contínuo.

Segundo a diretora de Direitos Humanos e Políticas sobre Drogas, Sandra Guimarães, Divinópolis também conta com protocolos específicos para orientar o atendimento às mulheres em situação de violência. “A política municipal possui um protocolo que organiza o fluxo de atendimento dentro da assistência social e orienta a atuação das equipes do Cras e do Creas. Esse instrumento fortalece a rede de proteção e garante que cada mulher seja atendida de forma humanizada e integrada”, explica.

Embora o Dia Internacional da Mulher seja tradicionalmente lembrado pelas conquistas femininas, a data também reforça a necessidade de vigilância permanente diante da violência que ainda ameaça tantas vidas. Para a vice-prefeita Janete Aparecida, enfrentar esse problema exige sensibilidade, coragem e união. “Cada mulher que encontra apoio para denunciar e recomeçar representa um passo importante na construção de uma sociedade mais justa e segura para todas”, conclui.

A Prefeitura de Divinópolis reforça que qualquer pessoa pode denunciar situações de violência contra a mulher e lembra que buscar ajuda é um passo fundamental para romper o ciclo de agressões e garantir proteção às vítimas.
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