A estudante do 8º ano da Escola Estadual Lauro Epifânio, Mayra Resende, e as colegas Ana Luiza de Oliveira, Letícia Fiori e Rafaela Maia fizeram um trabalho de português sobre o Fazendo Arte. As alunas contaram a trajetória do projeto, quantos jovens são atendidos, o número de oficinas, Aula Aberta, Mostra Artística e ressaltou sobre as viagens internacionais. As estudantes também entrevistaram alunos e professores do projeto. As quatro jovens ganharam nota máxima na apresentação.
As jovens começaram o trabalho contando quando o projeto surgiu e como se transformou na principal proposta de inclusão sociocultural da cidade. As estudantes entrevistaram a coordenadora do Fazendo Arte, Lenir de Castro, que relembrou da carência na área artística, em 2002, quando o projeto foi criado. “O Fazendo Arte vem para suprir essa necessidade, e a gente pode ir até um pouco além, trabalhando também a política pública de cultura do município”, disse Lenir às estudantes.
No trabalho, destacaram os 1,7 mil jovens atendidos em 15 escolas da cidade ressaltando as oficinas e os arte-educadores.
As estudantes contaram que o Fazendo Arte é patrocinado pela Gerdau por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. As alunas explicaram que a gestão do Fazendo Arte é realizado pela Associação Cultural, Educação, Social e Artística (Acesa). Tem apoio da Prefeitura de Divinópolis, através das secretarias municipais de cultura e educação, além da TV Integração e do Centro Diocesano.
As jovens destacaram no trabalho a Aula Aberta. O evento é realizado em Praça Pública e apresenta todas as oficinas do projeto para a população. As estudantes descreveram sobre a mostra artística do Fazendo Arte, que conta com uma grande produção artística.
México
No trabalho, foi destacando a viagem ao México em setembro para apresentar a proposta para representantes de 11 países. Foi apresentada a equipe que representou o projeto no exterior formada por Lenir de Castro (coordenadora), Lene Pereira (diretora artística), Rubens Mimoso (arte-educador) e Ana Sena (representante dos alunos).
Na parte das entrevistas, as jovens contaram a experiência de fazer parte do projeto. O multiplicador do hip-hop, Bruno Monteiro, 19 anos, disse que é uma honra fazer parte do Fazendo Arte. “É um dos raros projetos que realmente fazem a diferença na construção de caráter de uma pessoa”, afirmou.
Marcela Carregal ressaltou que o Fazendo Arte vai além da arte. “O projeto é um meio de acolher as pessoas junto com seus sonhos”, afirmou.
As jovens também entrevistaram a diretora da Escola Lauro Epifânio, Nedina Maria. A educadora destacou a disciplina e o compromisso do projeto. “O Fazendo Arte é de suma importância, pois há disciplina, compromisso e desenvolve habilidades inerentes à arte, além do respeito um com outro, contribuindo com o desenvolvimento do nosso aluno”, afirmou.
No final do trabalho, as alunas entrevistaram o arte-educador de danças folclóricas, Daniel Hemorgenes. As jovens fizeram cinco perguntas para o profissional desde quando começou no projeto, sobre a mostra artística e o que o projeto significa para sua vida. “A educação e arte e podem mudar para melhor cada um que quiser conhecer e entrar nesse mundo”, destacou.
As estudantes, além serem elogiadas pela professora Liliam Aparecida Gontijo, ainda ganharam nota máxima no trabalho.
De acordo com o trabalho das estudantes, o Fazendo Arte contribui para a formação dos jovens. “O Fazendo Arte não é somente educar com arte, mas é despertar nos jovens o desejo de construir um mundo melhor, tirá-lo da ociosidade para que eles conheçam o mundo mágico das artes”, destacou Mayra Resende.